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Custo da construção civil subiu 6,08% no ano passado, puxado por reajustes salariais


Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - O Índice Nacional da Construção Civil, divulgado hoje (11) nesta capital, mostrou incremento de 6,08% no acumulado de 2007, influenciado pelos reajustes salariais, superando em 0,95 ponto percentual o índice do ano anterior (5,13%). Em dezembro, o índice apresentou variação de 0,76%, situando-se 0,28 ponto percentual acima da taxa registrada em novembro (0,48%). O resultado mensal ficou também 0,31 ponto percentual acima da variação de dezembro de 2006 (0,45%).
O índice é calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com a Caixa Econômica Federal e serve como referência para o orçamento de obras públicas. Segundo o gerente do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), Luiz Fernando Fonseca, o Índice Nacional da Construção Civil, também denominado Sinapi, não é usado como indexador. “Ele é mais usado como um balizador para a parte toda de orçamentação”.
O resultado do Sinapi mostra que o índice foi pressionado por dois componentes: materiais e mão-de-obra, que variaram, respectivamente, 5,25% e 7,21% em 2007, disse Fonseca, em entrevista à disse à Agência Brasil. Em 2006, materiais e mão-de-obra cresceram 4,12% e 6,55%.
Por regiões, o Nordeste apresentou o maior aumento no ano (7,41%). “A parcela que teve maior alta nas regiões foi mão-de-obra, com destaque no Nordeste, onde subiu 9,93%. A mão-de-obra tem uma participação muito grande no custo da construção. Ela é muito forte porque se resume a dez principais categorias, entre as quais pintor, pedreiro, carpinteiro, armador”, afirmou Fonseca.
Esses dez insumos têm um peso de cerca de 45% no custo total da obra. “Então, nos meses em que há reajustes salariais por conta dos acordos coletivos, eles têm grande impacto. O Nordeste foi a região que apresentou em 2007 a maior variação na parte de mão-de-obra. E, devido ao peso, acabou pressionando também o índice total”, esclareceu Fonseca. Dentro do Nordeste, o índice mais elevado ocorreu no Maranhão (9,62%), devido aos dissídios coletivos. Em contrapartida, a menor taxa em 2007 foi encontrada na Região Sul (4,93%), que registrou também a menor variação para os materiais (3,95%).
Em relação a dezembro, o maior índice regional foi detectado no Sudeste (1,12%). A maior contribuição veio de Minas Gerais, com alta de 4,46%, pressionada por reajustes salariais, uma vez que a data-base dos trabalhadores do setor da construção foi em novembro, mas os efeitos só foram captados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no mês seguinte. “Foi o maior índice em dezembro”, enfatizou o gerente do Sinapi.
Isso ocorreu também no Maranhão e em Tocantins. “Sempre que o sistema registra essas altas fortes, como tivemos nesse mês em Minas, no Maranhão (3,16%) e em Tocantins (2,19%), são resultados por conta de acordos coletivos de trabalho”, explicou. Fonseca ressaltou que o componente materiais não influencia com tanta força o crescimento do índice final.
O custo nacional por metro quadrado subiu de R$ 601,15 em novembro do ano passado para R$ 605,71 em dezembro.

 

 













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