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Caixa fecha contrato com mais um correspondente imobiliário

Rio de Janeiro - A Construtora Tenda é o mais novo correspondente imobiliário da Caixa Econômica Federal. O contrato foi assinado na última semana pelo vice-presidente de Atendimento da Caixa, Carlos Borges, e o diretor administrativo da Tenda, André Aragão Martins Vieira. A iniciativa faz parte da estratégia do banco de ampliar as parcerias com o setor da construção civil.
De acordo com Carlos Borges, ter as construtoras como correspondentes negociais imobiliários “melhora a distribuição do crédito imobiliário, ajuda na expansão do crédito. E também nós podemos levar isso a ter uma diminuição do custo operacional, tanto do ponto de vista para a instituição financeira Caixa, quanto do ponto de vista da empresa com a qual nós estamos fazendo parceria”.
Borges ressaltou, ainda, que a redução do custo operacional poderá representar também ganhos para o consumidor final traduzidos na redução de custo do contrato. Até o momento, a Caixa firmou contratos para correspondentes imobiliários com a Goldfarm, a MRV e a Tenda. Borges informou que a instituição já está negociando também o mesmo tipo de parceria com a empresa Rodobens.
Atuando em 58 municípios dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Goiás, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Distrito Federal, a Construtora Tenda financia imóveis na faixa de R$ 60 mil a R$ 120 mil, atendendo a um segmento da população com renda familiar de três a dez salários mínimos. A empresa tem 33 lojas próprias e se diferencia das demais companhias do setor pela experiência com o público de baixa renda.
Carlos Borges enfatizou as vantagens da parceria com as construtoras. “É bom para a gente [Caixa], bom para o país e para a economia, porque nós vamos atacar o déficit habitacional até cinco salários mínimos”. O vice-presidente informou que 48% dos financiamentos da Caixa se destinavam em 2003 à população de baixa renda. Hoje, eles alcançam 77%, sendo 64% para a faixa de rendimento de um a três mínimos e o restante para a faixa de três a cinco salários. O déficit habitacional atual no Brasil é de 8 milhões de unidades, revelou o vice-presidente da Caixa.
Ele acredita que a desburocratização do processo de financiamento imobiliário poderá aumentar os canais de distribuição de crédito. Como não existe especulação nesse setor no Brasil, Borges não considera o risco de haver uma bolha imobiliária no país, como ocorre no momento nos Estados Unidos.

Fonte: Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil





























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