Fonte:  http://lguline.no.comunidades.net/index.php?pagina=1068232599

 

Mais de 80% dos municípios brasileiros não  têm plano de habitação ::.

 


Publicado em 14/05/2010

 

 

 

 

 Das 5.565 cidades brasileiras, apenas 1.046 possuíam, no ano passado, algum plano municipal para habitação – o que significa mais de 80% dos municípios sem qualquer plano habitacional instituído. Outros 1.691 municípios estavam elaborando o plano para regularizar a demanda por habitação de seus habitantes, segundo a

pesquisa Perfil dos Municípios Brasileiros, divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (13).

A região com maior o percentual de cidades com plano municipal de habitação elaborados é a Centro-Oeste (22,5%) e a com menor proporção é a Sudeste, onde apenas 15,3% dos municípios possuem o plano.

Cadastro
O estudo mostrou, porém, que 80,8% dos municípios brasileiros possuem algum tipo de cadastro ou levantamento de famílias interessadas em programas habitacionais – embora apenas 56% desses cadastros sejam informatizados.

A renda das famílias é a característica mais utilizada como critério para manter tal cadastro – a informação está presente em 75% dos bancos de dados. Boa parte dos cadastros (59,8%) leva em conta o número de dependentes por família, enquanto outros identificam os idosos (53,1%), mulheres chefes de família (51%), pessoas com deficiência (46,7% dos cadastros possuem essa informação) e pessoas de raça/etnia negra ou indígena (14%).

Secretaria ou órgão específico
Cerca de 67% dos municípios tinham algum órgão público específico para o setor habitacional. Nos municípios com mais de 100 mil habitantes, esse percentual ultrapassava 90%. Em cerca de  30% dos municípios, o setor habitacional era subordinado a outra secretaria, e apenas 6% tinham uma Secretaria de Habitação exclusiva. Essa proporção subia para 40% entre os municípios com mais de 500 mil habitantes.

O levantamento do IBGE também mostrou que apenas 10,4% dos municípios tinham, no ano passado, legislação ou programa de regularização fundiária. Apenas três dos 40 municípios com mais de 500 mil habitantes não tinham legislação ou programa fundiário (Jaboatão dos Guararapes-PE, Uberlândia-MG e Guarulhos-SP).

Fonte: Agência Brasil

 

 

Publicado em 18/05/2010

 

 

Lucros das construtoras disparam

 

Embora os três primeiros meses do ano sejam tradicionalmente fracos para a venda de imóveis, a retomada da confiança do consumidor e o nível de emprego em patamares elevados mantiveram a demanda aquecida, garantindo às principais representantes do segmento resultados históricos para o período.
Consideradas as companhias integrantes do Ibovespa, o crescimento dos ganhos foi de, no mínimo, 73,4%, caso da Cyrela Brazil Realty, que teve lucro líquido de R$ 174,2 milhões no trimestre encerrado em março, apoiado no recorde de mais de R$ 1 bilhão em vendas contratadas.
O maior salto porcentual em lucro líquido foi apresentado pela PDG Realty, que teve ganho de R$ 136,14 milhões no primeiro trimestre do ano, alta de 153% sobre o mesmo período de 2009.
Outra a registrar recorde de vendas foi a MRV Engenharia, que viu seu lucro acelerar 136,4% entre janeiro e março, para R$ 115,8 milhões, melhor resultado para o período.
No primeiro trimestre, a MRV contabilizou vendas contratadas de R$ 732,7 milhões, avanço de 70,4% maior em relação ao vendido no mesmo intervalo do ano passado. "O mercado está forte", disse o vice-presidente financeiro da MRV, Leonardo Corrêa. "Vimos recuperação total da demanda neste trimestre."
Recuperação. Também impulsionada por vendas quase três vezes maiores, a Rossi Residencial teve lucro líquido de R$ 64,5 milhões no trimestre passado, alta de 126% sobre os R$ 28,6 milhões um ano antes. "Embora seja um período sazonalmente mais fraco para o setor, vendemos mais do que no quarto trimestre. A demanda tem se recuperado e, em contrapartida, temos oferecido mais produtos", disse o vice-presidente financeiro da Rossi, Cássio Audi.
As vendas contratadas da Rossi somaram R$ 842 milhões no trimestre encerrado em março, um aumento de 146% sobre igual período de 2009.
Uma das primeiras a reportar os números para os primeiros meses do ano, a Gafisa teve lucro líquido 76,5% maior, de R$ 64,8 milhões. As vendas contratadas da construtora avançaram 53,3% na comparação anual, somando R$ 1,025 bilhão.
Consideradas as projeções de vendas e lançamento, a aposta é em um cenário de contínuo aquecimento da demanda. Ao mesmo tempo, as estimativas podem colocar a capacidade de execução das empresas em teste.
Na quinta-feira, Luís Largman, vice-presidente da Cyrela, disse que a incorporadora está preparada para cumprir as metas de vender até R$ 6,9 bilhões e lançar até R$ 7,7 bilhões em 2010. ''Estamos muito confortáveis com nosso guidance".

Fonte: O Estado de São Paulo

 

 

Publicado em 12/05/2010 1

 

 

 

Financiamento habitacional da Caixa cresce 124% em 2010

 

Nos primeiros quatro meses do ano, a Caixa Econômica Federal emprestou R$ 21,17 bilhões em financiamento imobiliário -quase o total oferecido em 2008 (R$ 23,3 bilhões) e 124% a mais do que no mesmo período de 2009, segundo dados obtidos pela Folha.
Com o feirão da casa própria -que será realizado em São Paulo e também em outras 12 capitais-, o banco pretende impulsionar os resultados. A previsão é que os negócios realizados ou encaminhados durante os eventos totalizem R$ 3,5 bilhões. Haverá ainda 41 feiras de menor porte.
"O mercado está aquecido por fatores que vão desde a favorável situação econômica, com o aumento da renda e mais famílias ascendendo à classe C, até as condições de financiamento dos imóveis, com juros a partir de 4,5% ao ano mais TR [Taxa Referencial]", diz Jorge Hereda, vice-presidente de governo da Caixa.
O designer Thiago Pereira da Costa, 32, é um dos que conseguiram comprar o primeiro imóvel recentemente por causa dessas mudanças.
"Já tinha tentado financiar antes, mas os juros eram altos e o custo ficava muito acima do aluguel", afirma.
Após muita procura, Costa achou um imóvel e financiamento dentro do seu orçamento. Ele paga uma prestação de R$ 1.200, no lugar dos R$ 900 que gastava por mês em um flat. "É muito melhor poder pagar por algo que será meu."
O professor do Insper Ricardo Rocha afirma que, apesar de o crédito estar mais acessível, os imóveis estão com valores elevados. "O crédito em abundância possibilita ao mercado embutir um preço maior."
Por isso, o especialista diz que os custos estão altos e a decisão de comprar deve ser muito bem avaliada. Em cinco anos, os preços de casas e apartamentos novos subiram, em média, entre 30% e 40% na capital paulista, ante os 22% de inflação no período.
Expectativa
Em 2010, a Caixa espera voltar a registrar a maior contratação da história. A expectativa inicial, de R$ 50 bilhões, subiu para R$ 55 bilhões a R$ 60 bilhões.
Além das condições econômicas, o programa habitacional do governo Minha Casa Minha Vida também explica os números recordes do banco. Lançado em abril do ano passado, a meta é que o programa financie 1 milhão de moradias para famílias com renda de até R$ 4.650 até o final deste ano.
O último balanço da Caixa, do dia 3, aponta que o programa teve 429.021 contratos assinados, totalizando R$ 28,56 bilhões em investimentos.

Fonte; Folha de São Paulo