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Embora os três primeiros meses do
ano sejam tradicionalmente fracos para a venda de imóveis, a
retomada da confiança do consumidor e o nível de emprego em
patamares elevados mantiveram a demanda aquecida, garantindo às
principais representantes do segmento resultados históricos para
o período.
Consideradas as companhias integrantes do Ibovespa, o
crescimento dos ganhos foi de, no mínimo, 73,4%, caso da Cyrela
Brazil Realty, que teve lucro líquido de R$ 174,2 milhões no
trimestre encerrado em março, apoiado no recorde de mais de R$ 1
bilhão em vendas contratadas.
O maior salto porcentual em lucro líquido foi apresentado pela
PDG Realty, que teve ganho de R$ 136,14 milhões no primeiro
trimestre do ano, alta de 153% sobre o mesmo período de 2009.
Outra a registrar recorde de vendas foi a MRV Engenharia, que
viu seu lucro acelerar 136,4% entre janeiro e março, para R$
115,8 milhões, melhor resultado para o período.
No primeiro trimestre, a MRV contabilizou vendas contratadas de
R$ 732,7 milhões, avanço de 70,4% maior em relação ao vendido no
mesmo intervalo do ano passado. "O mercado está forte", disse o
vice-presidente financeiro da MRV, Leonardo Corrêa. "Vimos
recuperação total da demanda neste trimestre."
Recuperação. Também impulsionada por vendas quase três vezes
maiores, a Rossi Residencial teve lucro líquido de R$ 64,5
milhões no trimestre passado, alta de 126% sobre os R$ 28,6
milhões um ano antes. "Embora seja um período sazonalmente mais
fraco para o setor, vendemos mais do que no quarto trimestre. A
demanda tem se recuperado e, em contrapartida, temos oferecido
mais produtos", disse o vice-presidente financeiro da Rossi,
Cássio Audi.
As vendas contratadas da Rossi somaram R$ 842 milhões no
trimestre encerrado em março, um aumento de 146% sobre igual
período de 2009.
Uma das primeiras a reportar os números para os primeiros meses
do ano, a Gafisa teve lucro líquido 76,5% maior, de R$ 64,8
milhões. As vendas contratadas da construtora avançaram 53,3% na
comparação anual, somando R$ 1,025 bilhão.
Consideradas as projeções de vendas e lançamento, a aposta é em
um cenário de contínuo aquecimento da demanda. Ao mesmo tempo,
as estimativas podem colocar a capacidade de execução das
empresas em teste.
Na quinta-feira, Luís Largman, vice-presidente da Cyrela, disse
que a incorporadora está preparada para cumprir as metas de
vender até R$ 6,9 bilhões e lançar até R$ 7,7 bilhões em 2010.
''Estamos muito confortáveis com nosso guidance".
Fonte: O Estado de São Paulo |